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EixosTemáticos

ET. 1

Mudanças Climáticas e Desenvolvimento: Interações com a Tecnologia, a Saúde e a Educação.

Coordenadores: Prof. Joberto Sérgio Barbosa Martins (PPDRU/UNIFACS); Prof. Luiz Fernando Quintanilha (PPDRU/UNIFACS); Prof. Manoel Joaquim Fernandes de Barros (PPDRU/UNIFACS); Prof. Renato Barbosa Reis (PPDRU/UNIFACS)

DESCRIÇÃO:

O fenômeno das mudanças climáticas apresenta desafios globais que afetam múltiplas dimensões do desenvolvimento humano e sustentável. Este eixo temático busca explorar as complexas interações entre mudanças climáticas e três áreas cruciais: tecnologia, saúde e educação. Este eixo visa fomentar um debate interdisciplinar, reunindo profissionais e estudantes dessas áreas para discutir soluções integradas e estratégias de adaptação que contemplem as interações entre clima, tecnologia, saúde e educação. Tal eixo privilegiará trabalhos que abordem os seguintes temas.

  • Estratégias tecnológicas para mitigação dos impactos das mudanças climáticas e promoção de um desenvolvimento sustentável.

  • Efeitos das mudanças climáticas na saúde e estratégias de adaptação dos sistemas de saúde aos desafios inerentes ao contexto climático.

  • A educação como agente transformadora na conscientização e preparação das futuras gerações para o enfrentamento das consequências das mudanças climáticas.

ET. 2

Clima Urbano: Desafios para a Sustentabilidade e Resiliência.

Coordenadores: Profa. Ana Licks de Almeida (PPDRU/UNIFACS); Profa. Márcia Maria Couto Mello (PPDRU/UNIFACS)

DESCRIÇÃO:

O atual cenário de vulnerabilidade das cidades, face aos atuais eventos climáticos e meteorológicos extremos, consequentes do aquecimento global, requer uma discussão no que tange ao planejamento e ao gerenciamento dos espaços urbanizados. Faz-se necessário repensar o território urbano, criando mecanismos para gerenciar os possíveis riscos, no viés do planejamento urbano, de políticas públicas, da tecnologia, de agentes sociais, da sustentabilidade e da resiliência. Ao buscar estimular as pesquisas para aprofundar discussões sobre os seguintes temas:

 

  • Aspectos teórico-conceituais, metodológicos e/ou técnicos sobre o aquecimento global e a mudança climática nas cidades;

  • Estudos técnicos sobre a dinâmica, processos e escalas das modificações climáticas nos centros urbanos;

  • Criação e aplicação de políticas públicas que viabilizem o gerenciamento de riscos para as cidades;

  • Inovações tecnológicas aplicáveis à arquitetura e ao urbanismo que priorizem o desenvolvimento sustentável e contribuam com as questões climáticas;

  • Análise da participação dos agentes sociais em situações de riscos, vulnerabilidades, resiliência e readaptação a intempéries climáticos nas áreas urbanas.

ET. 3

Turismo, Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável: Caminhos para Adaptação, Mitigação e Resiliência

Coordenadores: Profa. Carolina de Andrade Spinola (PPDRU/UNIFACS); Prof. Anderson Gomes de Oliveira (PPDRU/UNIFACS)

DESCRIÇÃO:

Um dos setores mais importantes da economia global, respondendo por cerca de 10% do PIB mundial, o turismo se encontra em uma encruzilhada paradigmática. De um lado, sofre com os efeitos das mudanças climáticas, que ameaçam os destinos e as atividades praticadas pelos turistas. Por outro, se constitui em uma das principais fontes de emissão dos gases de efeito estufa, para além de todos os demais impactos socioambientais que sempre lhe foram associados. Nesse cenário desafiador, o discurso do desenvolvimento sustentável adotado por grande parte da indústria é questionado, ao mesmo tempo em que se avolumam movimentos “antiturismo” ao redor do mundo. Esta problemática norteia as discussões do eixo temático 03 da XXI Semana de Análise Regional e Urbana (SARU) que se organiza nos seguintes temas:

 

  • Impactos da Mudança do Clima para a Atividade Turística: admite-se aqui trabalhos que versem sobre impactos em destinos e atrativos específicos, tanto na dimensão ambiental quanto econômica, incluindo alterações nos fluxos e padrões de visitação, necessidade de desenvolvimento de modelos de negócios adaptáveis, bem como prejuízos decorrentes ao patrimônio natural e cultural. 

  • Pegada de Carbono do Setor Turístico: recepciona estudos que se debrucem sobre a contribuição da atividade para a mudança do clima, notadamente no que se refere aos seus impactos ambientais;

  • Movimentos Antiturismo e Turismofobia: busca apresentar pesquisas que identifiquem o crescimento destes movimentos sociais de rejeição das comunidades à atividade no mundo e no Brasil;

  • Construção da Resiliência dos Destinos: neste tema abordam-se estratégias de adaptação e mitigação desenvolvidas pelos destinos para enfrentar o risco climático associado ao turismo. Inclui-se o investimento em infraestruturas, gestão dos recursos hídricos, alternativas de transporte de baixo carbono, eficiência energética das operações, diversificação da oferta, dentre outras possibilidades;

  • Sustentabilidade e Regeneração como Paradigmas para a Prática do Turismo: abriga discussões conceituais sobre o turismo sustentável, turismo regenerativo e suas variações enquanto paradigmas de atuação capazes de reconfigurar os padrões que norteiam a atividade e diminuir o seu impacto.

ET. 4

Soluções Regionais Brasileiras para a Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas

Coordenadores: Prof. Laumar Neves de Souza (PPDRU/UNIFACS); Profa. Sarah Farias Andrade (PPDRU/UNIFACS)

DESCRIÇÃO:

Tal eixo pretende valorizar as especificidades das diversas regiões do Brasil, destacando as estratégias locais desenvolvidas para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Com foco em práticas adaptativas e mitigadoras, este eixo busca promover um intercâmbio de experiências e soluções inovadoras que sejam sensíveis às características culturais, sociais e econômicas de cada região brasileira. Tal eixo privilegiará os trabalhos que abordem os seguintes temas.

 

  • Adaptação às Mudanças Climáticas no Semiárido Nordestino

Texto Base: "O Semiárido Nordestino, uma das regiões mais vulneráveis do Brasil, enfrenta desafios extremos devido às secas prolongadas e à escassez de água. Esta linha discute as estratégias de adaptação adotadas por comunidades locais, como a captação de água da chuva, técnicas de irrigação sustentável e a diversificação de culturas agrícolas. Serão abordados também os programas governamentais e as parcerias comunitárias que têm promovido a resiliência na região."

 

  • Energia Renovável no Nordeste Brasileiro: Potencial e Implementação

Texto Base: "O Nordeste brasileiro possui um enorme potencial para a geração de energia renovável, especialmente solar e eólica. Esta linha explora os avanços na implementação dessas tecnologias na região, destacando projetos de grande escala e iniciativas comunitárias. Serão discutidas também as políticas de incentivo e os desafios enfrentados na expansão das energias renováveis no Nordeste."

 

  • Gestão de Recursos Hídricos na Amazônia e no Cerrado

Texto Base: "A gestão sustentável dos recursos hídricos é crucial para a Amazônia e o Cerrado, biomas fundamentais para a regulação climática global. Esta linha aborda práticas de conservação de água, manejo de bacias hidrográficas e proteção de nascentes, enfatizando a importância de preservar esses ecossistemas para a mitigação das mudanças climáticas. Exemplos de iniciativas locais e políticas públicas serão apresentados para ilustrar as estratégias de sucesso na gestão hídrica."

 

  • Agricultura Sustentável no Sul e Centro-Oeste: Inovações e Práticas Tradicionais

Texto Base: "As regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil são importantes para a produção agrícola do país, mas também enfrentam desafios climáticos. Esta linha explora práticas agrícolas sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), a agricultura de conservação e o uso de tecnologias para melhorar a eficiência produtiva e reduzir os impactos ambientais. Serão apresentados estudos de caso de fazendas que têm adotado essas práticas com sucesso."

 

  • Impactos das Mudanças Climáticas no Litoral Brasileiro e Medidas de Adaptação

Texto Base: "O litoral brasileiro está particularmente vulnerável aos efeitos das mudanças climáticas, como a elevação do nível do mar e a erosão costeira. Esta linha discute as medidas de adaptação implementadas em áreas costeiras, incluindo a construção de barreiras naturais, a recuperação de manguezais e a requalificação urbana de áreas vulneráveis. Exemplos de projetos costeiros e políticas de gestão costeira serão analisados."

 

  • Engajamento Comunitário e Educação Ambiental nas Regiões Brasileiras

Texto Base: "A conscientização e o engajamento comunitário são fundamentais para a implementação de estratégias climáticas eficazes. Esta linha aborda programas de educação ambiental e iniciativas de participação comunitária que têm capacitado cidadãos a agir em prol do clima. Exemplos de projetos educacionais e comunitários bem-sucedidos em diferentes regiões do Brasil serão destacados, mostrando como a educação pode promover a resiliência climática."

 

  • Políticas Públicas Regionais e Governança Climática no Brasil

Texto Base: "A formulação e implementação de políticas públicas eficazes são essenciais para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas ao nível regional. Esta linha examina o papel dos governos estaduais e municipais na elaboração de políticas climáticas, as parcerias intersetoriais e os mecanismos de financiamento para iniciativas climáticas. Serão discutidos casos de sucesso e os desafios enfrentados na governança climática regional."

 

  • Indústria Sustentável e Economia Circular nas Regiões Brasileiras

Texto Base: "A transição para uma economia circular e a adoção de práticas industriais sustentáveis são essenciais para a mitigação das mudanças climáticas. Esta linha explora como diferentes regiões brasileiras estão implementando práticas de economia circular, reduzindo o desperdício e promovendo a reutilização de materiais. Serão apresentados estudos de caso de indústrias que têm adotado essas práticas com sucesso."

 

ET. 5

Agenda dos Direitos Humanos para o Enfrentamento de Vulnerabilidades Urbanas e Sociais

Coordenadores: Prof. José Menezes (PPDRU/PDGPP/UNIFACS); Profa. Rafaela Ludolf (RI/PDGPP/UNIFACS); e Prof. Henrique Campos de Oliveira (PPDRU/RI/PDGPP/UNIFACS)

DESCRIÇÃO:

Desastres climáticos, via de regra, atingem de modo inexorável populações vulneráveis, a exemplo dos migrantes forçados ao deslocamento, bem como as populações tradicionais que ocupam regiões urbanas instáveis e os habitantes de áreas hostis à sobrevivência. Somem-se às ocorrências naturais, as negligencias e abandono do poder público por omitir ou realizar intervenções precárias para a garantia dos direitos mais elementares dessas populações. Quais as prioridades a serem consideradas pelas políticas publicas para a garantia dos Direitos Humanos dessas massas populacionais? Qual o papel desempenhado pelos movimentos sociais na reinvindicação de direitos e efetivação da cidadania nesses territórios de vulnerabilidade social? De que maneira os protocolos da ONU contribuem para nortear as nações que os pactuam para a realização de ações efetivas de mitigação e de solução do sofrimento desses coletivos frente aos desastres naturais ou frente à inépcia do Estado? O eixo se propõe albergar trabalhos de investigação que coloquem em debate questões catalisadas por estes vetores. Tal eixo privilegiará os trabalhos que abordem os seguintes temas.

 

  • Iniciativas comunitárias para assegurar direitos sociais não monitorados pelo poder público frente aos problemas urbanos, como desastres climáticos vividos pelas populações de assentamentos vulneráveis: experiências da América Latina. A linha objetiva atrair trabalhos que apresentem iniciativas das próprias comunidades vulneráveis para a afirmação de direitos, mobilizações comunitárias, processos de resistência, bem como estratégias para o enfrentamento dos impactos de desastres ambientais como chuvas torrenciais, deslizamento de encostas, ausência de infraestrutura urbana que suporte estes impactos e ativem o poder público à concepção e implementação de políticas públicas garantidores de direitos humanos e fundamentais.

 

  • Povos tradicionais e suas estratégias de resistência. Busca-se com a proposta identificar ações autóctones promotoras de direitos de parte das comunidades ameaçadas em sua sobrevivência e organização social.

 

  • Migrante como “capital humano”. Pretende-se que a proposta atraia trabalhos que valorizem o migrante em suas potencialidades que impactam o desenvolvimento da comunidade de acolhimento.

  • Políticas públicas de acolhimento do migrante climático. A linha alberga a apresentação de trabalhos voltados para rastrear como os governos municipais, estaduais e federal assegura, legislativamente e na perspectiva do poder executivo, o acolhimento das populações que se deslocam em razão dos efeitos das mudanças climáticas em suas regiões de origem.

 

  • Vetores dos protocolos da ONU que orientam as ações nacionais para a manutenção de políticas públicas permanentes de mitigação dos povos tradicionais, das populações vulneráveis e dos migrantes. O guarda-chuva aqui proposto pretende atrair trabalhos resultantes de análise da normativa internacional estabelecida pela ONU para orientar as agendas protetivas dos Direitos Humanos frente as ameaças climáticas.

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